18 de junho de 2018

Literatura Russa

Olá meus queridos amigos e amigas, tudo bem com vocês? Desde quinta-feira, 14 de junho a bola já está rolando na Copa do Mundo 2018 na Rússia. E hoje vamos falar um pouquinho sobre a Literatura Russa. Confesso que o único livro escrito por um russo que consigo recordar no momento e que tive em mãos é Doutor Jivago. Mas a literatura russa vai muito além desse clássico, que ficou mais conhecido por sua adaptação para o cinema, com o ator egípcio Omar Sharif, do que com o livro propriamente dito, escrito por Boris Pasternack.
 As obras produzidas por escritores russos podem ser colocadas entre as mais influentes e importantes do mundo. Para estudar a literatura russa, autores e livros foram divididos em várias eras. Isso ocorreu devido à vasta produção de grandes mestres como Mikhail Lérmontov, Anton Tchekhov, Lev Tolstoi, Fiodor Dostievski, Alexandre Pushkin, entre outros. No país, foram produzidas obras como Ivan - o Imbecil, Crime e Castigo, Anna Karenina e Guerra e Paz. Considera-se como fundador da Literatura da Rússia o autor Alexandre Pushkin. Porém, somente durante o século XIX é que os escritores russos conseguem alcançar posição de destaque em escala mundial, época dos grandes Leon Tolstoi e Dostoievski. Com a formação da União Soviética, as produções começam a passar por censura do poder comunista, sendo que muitos escritores acabaram sendo exilados ou forçados a trabalhar em Gulag, sistema soviético de trabalho forçado. As eras em que a literatura russa se divide são: Era Antiga, Era Pré Dourada, Era Dourada, Era da Prata, Era Soviética e Era Pós Soviética. Poucos autores são conhecidos da Era Antiga. Com escritores anônimos ou simplesmente desconhecidos, o que se vê nesse período de tempo sobre o cotidiano e livros de cunho religioso. Já a Era Pré Dourada apresenta a reformulação do alfabeto russo. A temática do livros mostra-se mais avançada e os autores mais famosos são Mikhail Lemonosov, Antioch Kantemir e Vasily Trediakovsky. A Era Dourada representa a introdução do romantismo da Rússia. Ocorre uma ascensão de temas que vão do realismo ao fabuloso e ao drama. Os principais escritores desta época são Ivan Turgueniev, Fiodor Dostoievski, Leon Tolstoi e Nikolai Gogol. Após a Era Dourada encontra-se a Era de Prata. Neste período a forma de literatura mais marcante é a poesia, dominada por Anton Chekhov. Com a formação da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) ocorre a chamada Era Soviética. Nesta época as obras tinham que ser filtradas para que não interferissem nos interesses do governo. Eram os próprios cidadãos que acusavam as obras impróprias para o governo. Isso causou o exílio de muitos autores e alguns foram mandados para trabalhos forçados em Gulag. Já na Era Pós Soviética, mesmo com o fim da censura, a literatura da Rússia entrou em declínio. Destes anos, destacam-se apenas dois autores: Vladimir Sorokin e Victor Pelevin.

10 Clássicos da Literatura Russa

1 - Crime e Castigo - Fiodor Dostoievski;
2 - Guerra e Paz - Leon Tolstoi;
3 - O Capote - Nikolai Gogol;
4 - Antologia Poética - Vladimir Maiakovski;
5 - O Mestre e a Margarida - Mikhail Bulgákov;
6 - Doutor Jivago - Boris Pasternak;
7 - O Jardim das Cerejas - Anton Tchékhov;
8 - Pais e Filhos - Ivan Turgueniev;
9 - A Filha do Capitão - Alexander Pushkin;
10 - O Don Tranquilo - Mikhail Cholokhov.

Fonte: Dicionário de Termos Literários, Massaud Moisés
Editora Cultrix, São Paulo, 1989.

6 de junho de 2018

Telêmaco Borba - Biografia

Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba nasceu no dia 15 de setembro de 1840 em Curitiba.  Era um dos doze filhos do Capitão Vicente Antônio Rodrigues Borba e da uruguaia Joana Hilária Morosini. Casou-se com Rita Marques do Amaral em 25 de dezembro de 1860. Deixou inúmeros descendentes, formando uma célebre família paranaense. Teve oito filhos: Luiza Borba, Martiniano Morosini Borba, Eusébio Borba, Rogério Morosini Borba, Eliza Borba, Joana Borba, Hermínia Borba, Maria Augusta Borba. Entre os seus descendentes ilustres estão Guataçara Borba Carneiro (neto), Hermínia Rolim Lupion (neta), Abelardo Lupion (trineto) e Túlio Vargas (bisneto). Foi autodidata, transformando-se no primeiro etnógrafo paranaense, e foi também mencionado como geólogo e paleontólogo pelo escritor Reinhard Maack. Aceitando uma vida perigosa e arriscada, decide complementar a tarefa missionária dos padres capuchinhos, e aos 23 anos é nomeado para dirigir o Aldeamento Indígena de São Pedro de Alcântara, iniciando suas atividades de sertanista. Permaneceu dez anos exercendo tal ofício. Em 1878, fundou o Toldo Indígena de Barreiro, no município de Reserva, tendo sido, no momento subsequente, nomeado como Diretor dos Índios no Amparo, município de Tibagi. Em 1882, escreve o Pequeno vocabulário das línguas Portuguesa Kaigangues ou Coroados acompanhado de outro Vocabulário das línguas Cayuguas e Chavantes, ambos publicados no Catálogo dos Objetos do Museu Paranaense, obras de real valia, que por notícias, até os dias atuais são as únicas existentes no gênero. Escreveu também Actualidade Indígena, um compêndio de informações indígenas, em 1908. Em 1883 publicou na Revista Sociedade de Geografia de Lisboa, o artigo Breve notícia sobre os Índios Caigangues, que foi reeditada em 1935, em Viena, na Revista Internacional de Etnologia e Linguistica Anthopos. Passou a externar seus pensamentos num pequeno semanário chamado O Tibagy, no ano de 1904, durante dois anos. Seus estudos levaram-no a sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico , Geográfico e Etnográfico Paranaense. Telêmaco Borba faleceu em 23 de novembro de 1918, no município paranaense de Tibagi. Várias homenagens à Telêmaco foram feitas: na ciência foi homenageado quando foi batizado com seu nome uma das espécies botânicas de sperifes - a sperifers borbae, que se encontra em todos os grandes museus do mundo. A Academia Paranaense de Letras, eleva Telêmaco Borba ao patronato de uma das suas 40 cadeiras, a cadeira de número 10. Em 1963 o então chamado distrito de Cidade Nova, emacipou-se do município de Tibagi e foi denominado Telêmaco Borba em homenagem ao coronel, que ainda era detentor do cetro e do título de líder e senhor do Vale do Tibagi. Diversos logradouros em vários municípios brasileiros em vários estados, receberam a denominação Telêmaco Borba, seja em homenagem ao próprio coronel ou então em homenagem indireta por menção ao município paranaense. Cidades como Curitiba e São Paulo possuem rua com esta\ denominação, além de municípios como Londrina, Colombo, Cambé, Joinville, Mogi-Guaçu, Feira de Santana e Camaragibe. Em Tibagi há ainda a Escola Telêmaco Borba, criada através de decreto governamental nº 720 como Grupo Escolar Telêmaco Borba em 18 de setembro de 1918, sendo a primeira unidade escolar do município.

1 de junho de 2018

Gráfico da Semana

Junho é o sexto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Juno, mulher de Júpiter. Em 21 de junho ou próximo a esse dia, o Sol atinge o ponto mais ao norte em sua trajetória pelo céu. É o solstício de junho, começo do verão no Hemisfério Norte e do inverno no Hemisfério Sul.

28 de maio de 2018

Mayra Dias, Miss Amazonas é Eleita Miss Brasil 2018

Olá meus queridos amigos e amigas, tudo bem com vocês? Assistiram o concurso Miss Brasil? Minha conterrânea paranaense não ficou entre as semifinalistas e a minha segunda preferida era Santa Catarina que parou no top 5. Depois disso, que vencesse a melhor. E a melhor da noite foi a Miss Amazonas. Mayra Dias, tem 26 anos, é jornalista e apresenta o jornal local de seu Estado natal. Em segundo lugar ficou a Miss Bahia e em terceiro lugar a Miss Ceará. Só não gostei de duas coisas nesse concurso: a primeira foi a NÃO homenagem que deveriam ter feito a Martha Vasconcellos, nossa Miss Universo 1968, pelos seus 50 anos de reinado. Acho que deveriam ter tido ali, um pouco mais de consideração (talvez essa não seja a palavra correta, mas não achei outra) com a nossa Miss. E a segunda da qual não gostei foram aqueles vestidos pretos, pelo amor de Deus, cadê o colorido dos vestidos de gala? Sou super a favor de quando as candidatas levavam seus vestidos confeccionados por estilistas de seu Estado. O Estado do Amazonas não ganhava o Miss Brasil havia 61 anos. Até então, a única amazonense a vencer o concurso tinha sido Terezinha Morango, em 1957, sendo vice no Miss Universo do mesmo ano.  
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