12 de setembro de 2018

Em Algum Lugar do Passado

Vera Lúcia Saba, Miss Guanabara 1962, 3º lugar no Miss Brasil 1962, representante do país no Miss Mundo, passando a faixa para sua xará Vera Lúcia Ferreira Maia. Eleita Miss Guanabara 1963, Vera Lúcia Ferreira Maia, ficou com a 3ª colocação no Miss Brasil, ganhando o direito de representar o país em Londres, no Miss Mundo.

Detalhe: Vera Lúcia Saba passou a faixa simbolicamente nos estúdios da revista Manchete, pois já estava casada e grávida de sua primeira filha Kátia Virgínia.

7 de setembro de 2018

Gráfico da Semana


Setembro é o nono mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 30 dias. Setembro deve seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em março. Na Grécia Antiga, setembro chamava-se Boedromion. Em 22 ou 23 de setembro, o sol cruza o equador celeste rumo ao sul; é o equinócio de setembro, começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.

5 de setembro de 2018

Jamil Snege - Biografia

Jamil Snege nasceu em 10 de julho de 1939 em Curitiba, filho de Antônio Snege, um tipógrafo de origem sírio-libanesa, de Anita Bassani, descendente de imigrantes italianos da região do Vêneto, Jamil Snege cresceu no bairro Água Verde. Foi escritor e publicitário, formado em Sociologia e Política pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Destacou-se na publicidade pela ousadia e irreverência na criação de campanhas comerciais, políticas e educativas de grande êxito. No campo literário, além da reconhecida qualidade de sua obra ficcional, notabilizou-se por recusar sistematicamente as propostas recebidas de grandes editoras, optando por financiar com recursos próprios a publicação de seus livros. Por volta dos 16 anos.começou a frequentar os eventos da sociedade curitibana e a escrever em colunas sociais de jornais locais. Aos 18 anos, às vésperas de sua formatura como oficial do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPO/PR), acabou causando um incêndio durante um treinamento e foi expulso da corporação. Em 1960, optou por concluir o serviço militar como paraquedista no Rio de Janeiro, mesma época em que atuou como estagiário na redação do jornal carioca Tribuna da Imprensa, em cujo suplemento, anos depois, Snege teria alguns de seus contos publicados. Por esse tempo, regressando a Curitiba, o "Turco" já era conhecido e respeitado na rodas intelectuais que se formavam na região da Boca Maldita e que também eram frequentadas por Dalton Trevisan. No final dos anos 60, costumava reunir os amigos nas noites de sábado e domingo em sua casa, ao lado da casa dos pais na Rua Engenheiros Rebouças. Costumavam participar dessas reuniões semanais, entre outros: Roberto Requião, Wilson Bueno, Fábio Campana, Aroldo Murá G. Haygert e Wilson Galvão do Rio Apa. A partir da década de 90, trabalhando na agência Beta Publicidade, adquirida em 1983, Snege concentrou suas atividades publicitárias no marketing político. De maio de 1997 a maio de 2003, publicou crônicas quinzenais no Caderno G do Jornal Gazeta do Povo. Entre os admiradores declarados da obra literária de Snege podem ser citados: Moacyr Scliar, Affonso Romano de Sant'Anna, Hilda Hilst, Critóvão Tezza, Miguel Sanches Neto, Nelson de Oliveria, Marcelino Freire, Marçal Aquino e Joca Reiners Terron. Jamil Snege morreu em 16 de maio de 2003. Em 2013, a Biblioteca Pública do Paraná organizou uma série de iniciativas lembrando os dez anos da morte do escritor.

  Obras:
- Tempo Sujo (novela, 1968);
- A Mulher Aranha (contos, 1972);
- Ficção Onívora (contos, 1978);
- As Confissões de Jean-Jacques Rousseau (drama em 2 atos, 1982);
- Para uma Sociologia das Práticas Simbólicas (ensaio, 1985);
- Senhor (poesia, 1989);
-  Jardim, a Tempestade (contos, 1989);
- Como eu se fiz por si mesmo (romance autobiográfico, 1994);
- Viver é Prejudicial à Saúde (novela, 1998);
- Os Verões da Grande Leitoa Branca (contos, 2000);
- Como Tornar-se Invisível em Curitiba (crônicas, 2000).
Além das obras acima, Snege deixou inédito e inacabado um romance de fundo histórico intitulado O Grande Mar Redondo, sobre a vida do cronista português Antonio Vieira dos Santos, considerado o Pai da história paranaense. Grande Mar Redondo é a tradução para a denominação da baía e município de Paranaguá na língua tupi-guarani.
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