19 de setembro de 2021

Martha Rocha

 





Em 1954, o brasileiro ainda não sabia direito que negócio era aquele de Miss Universo. O Diário Carioca e as Folhas, de São Paulo, anunciaram a realização de um concurso para escolher a mulher mais bela do país, a Miss Brasil. A eleita seria a nossa representante na ensolarada Long Beach, Califórnia, no concurso que iria eleger a mulher mais linda do planeta. Tudo naquele tempo, para ter repercussão nacional tinha de acontecer no Rio de Janeiro. As misses foram recebidas na Capital Federal por políticos, autoridades e a sociedade, e depois subiriam a serra para a noite final no majestoso Hotel Quitandinha, em Petrópolis. O concurso despertou pouco interesse, tanto que somente seis candidatas participaram do Miss Brasil 1954. Mas a vencedora foi Maria Martha Hacker Rocha, baiana de olhos azuis, e a história mudou. Na Califórnia, a Miss Bahia se transformou na grande favorita, mas perdeu o título por conta de uma lenda: duas polegadas a mais nos quadris. Martha se transformou num ídolo nacional. Era o único motivo de orgulho dos brasileiros naquele momento, com uma seleção brasileira de futebol desclassificada e uma crise política que culminou no suicídio do Presidente Getúlio Vargas.
 
Fonte: Revista Miss Brasil Oficial n° 5.

Projeto Lendo Brasil - Canto dos Malditos - Austregésilo Carrano Bueno

 





Olá queridos amigos e amigas, tudo bem com vocês? Dando início ao Projeto Lendo Brasil, do blog da Camila Navarro, Viaggiando. Começando pelo meu Estado, o Paraná. Farei leituras com os livros que tenho em casa e posteriormente, irei comprar os que ainda faltam ou então, emprestá-los na biblioteca.
 
Tema: Projeto Lendo Brasil
Estado: Paraná
Título: Canto dos Malditos
Autor do livro: Austregésilo Carrano Bueno
Editora: Rocco
N° de páginas: 182
 
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Fiquei curiosa para saber o que significava o título.
 
O livro é sobre...
A história do autor que ficou por vários anos internado em hospitais psiquiátricos.
 
Eu escolhi este livro porque...
Queria muito ler. E também porque comecei participar do Projeto Lendo Brasil.
 
A leitura foi...
Revoltante, com tanto descaso vivido por essas pessoas que já passaram por tratamentos desumanizados.
 
O personagem que gostaria de conhecer é...
O próprio autor do livro.
 
O trecho que merece destaque.
"Aquele canto era qualquer coisa diabólica. Como se o demônio tivesse o comando de suas mentes, nelas derramando sua ira e divertindo-se em atormentá-los. Aquilo era satânico: pessoas urinadas, defecadas, revirando os olhos, cabeças, querendo entrar dentro do concreto. Todo aquele tormento só podia ser comparado ao inferno. Se ele realmente existe, sem dúvida eu estava vendo um pedacinho dele, ali naquele canto, o canto dos malditos..." - pág. 55.
 
A nota que dou para o livro
4 - Gostei muito
 
Sobre o autor: Austregésilo Carrano Bueno, nasceu em 1957, em Curitiba. Foi escritor, ator, dramaturgo e diretor de teatro. Viveu e escreveu a história contada no livro "Canto dos Malditos", obra que deu origem ao filme "Bicho de Sete Cabeças" ( 2001), estrelado por Rodrigo Santoro. O autor curitibano tornou-se um militante na Luta Antimanicomial e dedicou-se ao estabelecimento e afirmação da rede nacional de trabalhos substitutivos aos hospitais psiquiátricos. Carrano era representante dos usuários na Comissão de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde, eleito no Congresso de Luta Antimanicomial, em Xerém, Río de Janeiro. O escritor faleceu no dia 27 de maio de 2008, 12 dias após completar 51 anos, a maior parte deles dedicada em defesa dos Direitos Humanos.

30 de agosto de 2021

Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado - Ana Beatriz Barbosa Silva

 

Olá meus queridos amigos e amigas, tudo bem com vocês? Vamos a mais uma resenha aqui no blog, essa é do mês de agosto e é para o Desafio que estou participando desde o começo do ano no Instagram, na página Ju Entre Estantes.
 
"Como animais predadores, vampiros ou parasitas humanos, esses indivíduos sempre sugam suas presas até o limite improvável de uso e abuso. Na matemática desprezível dos psicopatas, só existe o acréscimo unilateral e predatório, e somente eles são os beneficiários."
Tema:
Um livro técnico/acadêmico (de qualquer assunto)
Mês: Agosto
Título: Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado
Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
N° de livros: 217
 
Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Nada em especial.
 
O livro é sobre...
Os frios, manipuladores e cruéis psicopatas.
 
Eu escolhi este livro porque...
Queria ler para o desafio deste mês.
 
A leitura foi...
Surpeendete
 
O trecho do livro que merece destaque:
" No campo da ficção, os psicopatas também têm conquistado valorosos espaços. Até bem pouco tempo atrás, nas novelas, nos romances e nos filmes, torcíamos e nos identificávamos com os personagens do bem que, em geral, eram vitimados pelas diversas circunstâncias dos enredos, mas que se mantinham éticos e triunfavam no final. Hoje, ficamos fascinados e atraídos pelos vilões e é para eles que dirigimos nossa torcida. E quando esses 'bandidos' são ricos e poderosos acabam por se transformar em sedutores de primeira grandeza. Assim de forma quase natural, estamos abandonado os mocinhos e seus ideais morais de justiça e solidariedade. Os heróis dos novos tempos são maldosos, inescrupulosos e isentos de qualquer sentimento de culpa. Já os personagens bonzinhos despertam em nós um sentimento de pena e até certa intolerância com seus discursos utópicos e ingênuos. Os heróis do passado estão se tornando os otários dos tempos modernos." - pág. 192.
 
A nota que dou para o livro:
4 - gostei bastante.
 

Sobre a autora: Ana Beatriz Barbosa Silva é Médica graduada pela UERJ, com pós-graduação em Psiquiatria pela UFRJ. Nascida no Rio de Janeiro, é escritora, realiza palestras, conferências e consultorias sobre variados temas do comportamento humano.
Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP) e presidente da AEDDA - Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP). Já publicou os livros Mentes Inquietas, Mentes & Manias, Sorria, Você Está Sendo Filmado (em parceria com o publicitário Eduardo Mello), Mentes Insaciáveis: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar, Mentes com Medo: da Compreensão à Superação e Mentes Depressivas.

22 de agosto de 2021

As Misses do Distrito Federal que Foram Miss Mundo

 




Olá queridos amigos e amigas, depois de um longo período, Distrito Federal voltou a eleger uma Miss Brasil Mundo. Caroline Teixeira foi eleita em 19 de agosto e representará o país em Porto Rico no mês de dezembro, no concurso internacional. O título de Miss Mundo no passado, era disputado pela segunda ou terceira colocadas no Miss Brasil. A primeira representante do Distrito Federal a disputar o título de Miss Mundo foi Mariza Sommer, em 1974, a única Sul americana que se classificou entre as 15 semifinalistas. A segunda Miss Distrito Federal a disputar o Miss Mundo foi Adelaide Fraga, 3° lugar no Miss Brasil 1976. Loiane Rogéria Aiache, 3° lugar no Miss Brasil 1980, foi a última Miss Distrito Federal e Miss Brasil Mundo eleita no Miss Brasil dos Diários Associados.

20 de agosto de 2021

Cora Coralina

 

Em 20 de agosto de 1889, poucos meses antes da proclamação da República, nascia na cidade de Goiás Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida pelo seu pseudônimo literário, Cora Coralina. Dona de um estilo próprio, marcado pelo uso de linguagem e temas do cotidiano, a poeta e contista só publicou seu primeiro livro em 1965, aos 76 anos, embora escrevesse desde a adolescência.
Embora fosse filha de um desembargador, ela só estudou até a terceira série do primário e começou a escrever seus primeiros textos aos 14 anos, mais tarde começando a publicá-los em jornais. O nome Cora Coralina surgiu pela primeira vez em 1910, quando o Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás publicou um de seus contos, “Tragédia na roça”. No ano seguinte, ela fugiu com um advogado divorciado, Cantídio Tolentino Bretas, e foi morar com ele no interior de São Paulo. Chegou a ser convidada para participar da Semana de Arte Moderna, em 1922, mas o marido não permitiu. Quando Cantídio morreu, em 1934, Cora começou a fazer doces e linguiça para sobreviver e sustentar os quatro filhos. Ela dizia considerar seus doces como obras melhores que os poemas, que continuou publicando. Chegou a se candidatar a vereadora em Andradina, onde vivia, em 1951, mas cinco anos depois voltou a sua cidade natal e só então aprendeu datilografia para preparar suas poesias. Assim conseguiu realizar o sonho de publicar seu primeiro livro. Mas foi só em 1980 que seu trabalho apareceu para o grande público, quando foi elogiada por Carlos Drummond de Andrade. Nos últimos anos, ganhou reconhecimento, participou de conferências e recebeu o título de doutora honoris causa pela UFG. Ela faleceu em Goiás, aos 95 anos, em 10 de abril de 1985.
“Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.”

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