21 de junho de 2026

A Pequena Dorrit - Charles Dickens - Parte III (última) - Desafio 60 Livros Antes dos 60 Anos

 



Tema: Desafio 60 Livros para Ler Antes dos 60 Anos

Título: A Pequena Dorrit

Autor do livro: Charles Dickens

Editora: Pedrazul

Nº de páginas: 776

Ano de publicação no Brasil: 2019 (a edição que eu tenho)

Personagens: Amy Dorrit (a pequena Dorrit), Arthur Clennam, William Dorrit (pai de Amy), Frederick Dorrit (tio de Amy), Fanny (irmã de Amy), Edward (Tip, irmão de Amy), Mrs. Affery, Jeremiah, Flora, Mr. Pancks, etc...

- Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Nada
 
- O livro é sobre...
Uma crítica contundente à burocracia, desigualdade social e prisões de devedores na era vitoriana.
 
- Eu escolhi esse livro porque...
É um dos livros escolhidos para o meu Desafio pessoal.
 
- A leitura foi...
Maravilhosa. Só depois de ler o livro todo é que se percebe que para o autor Charles Dickens, essa história era uma cruzada pessoal. Ele expôs sem filtros a crueldade do sistema de encarceramento por dívidas britânico. É também um mergulho psicológico. Charles Dickens considerava a obra um de seus trabalhos mais introspectivos, como a prisão e as aparências sociais sufocam e distorcem os sentimentos humanos. 

- O trecho do livro que merece destaque:
" Querido Mr. Clennam, eu escrevi muito sobre mim, mas ainda preciso escrever um pouco mais, ou o que eu mais queria dizer nesta carta tola seria deixado de fora. Dentre todos esses meus pensamentos pueris, que, apesar de hesitantes, confessei a você por saber que se existe alguém que pode me entender este alguém é você, e por saber que você, mais que qualquer outra pessoa, seria condescendente comigo, dentre todos estes pensamentos, existe um que nunca, nunca sai da minha cabeça, que é na verdade a esperança de que você, às vezes, em um momento tranquilo, tenha algum pensamento reservado por mim. Eu preciso contar a você que eu tenho sentido, desde que parti, uma inquietação da qual preciso me libertar. Eu ando preocupada com a possibilidade de que você tenha passado a me ver com outros olhos, imaginando que sou outra pessoa. Não faça isso, eu não suportaria tal coisa, isso me traria mais infelicidade do que você possa imaginar. Partiria o meu coração achar que você pensou em mim de alguma forma que pudesse me tornar uma estranha ainda maior para você do que aquela que eu era quando você agia com tanta benevolência para comigo. O que eu tenho para pedir e para implorar a você é que nunca pense em mim como a filha de uma pessoa rica, como se eu estivesse me vestindo melhor, ou morando melhor do que quando você me conheceu. Lembre-se de mim apenas como a pequena garota maltrapilha que você protegia com tanto carinho, aquela de vestido surrado que você protegeu da chuva e cujos pés molhados você secou diante de sua lareira Pense em mim (quando de fato pensar), no meu verdadeiro afeto, na minha fiel gratidão, sempre da mesma maneira, como a sua pobre criança, a pequena Dorrit". - págs. 437/438.
 
- A nota que dou para o livro:
5
 
- Sobre o autor: Charles Dickens nasceu em 1812 e faleceu em 1870. É um dos romancistas mais amados da língua inglesa e o mais popular da era vitoriana. Filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow, foi educado pela mãe e tomou gosto pela leitura. Seu pai foi preso por dívidas e ainda adolescente teve que trabalhar em uma fábrica de graxa para sapatos. As más condições de trabalho da classe operária tornaram-se um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827 trabalhou em um cartório e logo depois como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso, Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras de Mr. Pickwick" (1836), que estabeleceu seu nome como escritor. Dickens se casou com Catherine Hogarth em 1836, com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist", que descreveria os males sociais da era vitoriana. Separou-se de sua mulher em 1858, supostamente por causa da atriz Ellen Ternan, que o acompanhou até o final dos seus dias. Seus romances mais conhecidos no Brasil são: Oliver Twist (1837-1839), David Copperfield (1849-1850), A Casa Soturna (1852-1853), Tempos Difíceis (1854) e Grandes Esperanças (1860-1861).  

19 de maio de 2026

A Pequena Dorrit - Charles Dickens - Parte II - Desafio 60 Livros Antes dos 60 Anos

 



Tema: Desafio 60 Livros para Ler Antes dos 60 Anos

Título: A Pequena Dorrit

Autor do livro: Charles Dickens

Editora: Pedrazul

Nº de páginas: 776

Ano de publicação no Brasil: 2019 (a edição que eu tenho)

Personagens: Amy Dorrit (a pequena Dorrit), Arthur Clennam, William Dorrit, Frederick Dorrit (tio de Amy), Fanny (irmã de Amy), Edward (Tip, irmão de Amy), Mrs. Affery, Jeremiah, Flora, Mr. Pancks, etc...

- Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Nada
 
- O livro é sobre...
Uma crítica contundente à burocracia, desigualdade social e prisões de devedores na era vitoriana.
 
- Eu escolhi esse livro porque...
É um dos livros escolhidos para o meu Desafio pessoal.
 
- A leitura foi...
Está sendo uma leitura bem intensa. Gostando muito de conhecer a chamada "era vitoriana".

- O trecho do livro que merece destaque:
 "Foi nesta ocasião que Mr. Pancks, honrando o seu acordo com Clennam, revelou-lhe toda a sua história cigana e o futuro da pequena Dorrit. O pai dela era herdeiro legítimo de um grande patrimônio que por muito tempo ninguém havia reclamado o seu direito, vinha acumulando. O direito de Mr. Dorrit agora era claro, nada estava em seu caminho, os portões da Marshesea estavam abertos, os muros da Marshesea haviam sido derrubados, alguns movimentos de sua pena, e ele estaria absurdamente rico". - pág. 380.
 
"A pequena Dorrit abriu a porta pelo lado de fora e os dois entraram. Mr. Dorrit estava sentado sob o sol próximo à janela, com a sua velha touca cinza e com seu velho capuz preto, lendo o seu jornal. Seus óculos estavam em sua mão, e ele havia acabado de olhar ao redor; surpreso em princípio com os passos dela vindos da escada, pois não esperava que ela voltasse antes do anoitecer, ele ficou ainda mais surpreso ao ver Arthur Clennam com ela. Quando entraram os mesmos olhares fora do comum, que já haviam chamado atenção no pátio lá embaixo, atingiram-no. Ele não se levantou para falar, mas colocou os seus óculos e o seu jornal sobre a mesa ao lado dele e olhou para os dois com a boca um pouco aberta e os seus lábios trêmulos. Quando Arthur estendeu sua mão, ele tocou-a, mas não do seu jeito habitual; e então ele se virou para sua filha, que havia se sentado bem perto dele com suas mãos sobre o seu ombro, e olhou atentamente para o rosto dela". - pág. 387. 
 

19 de abril de 2026

A Pequena Dorrit - Charles Dickens - Parte I - Desafio 60 Livros Antes dos 60 Anos

 


  

Tema: Desafio 60 Livros para Ler Antes dos 60 Anos

Título: A Pequena Dorrit

Autor do livro: Charles Dickens

Editora: Pedrazul

Nº de páginas: 776

Ano de publicação no Brasil: 2019 (a edição que eu tenho)

Personagens: Amy Dorrit, Arthur Clennam, etc...

- Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Nada
 
- O livro é sobre...
Uma crítica contundente à burocracia, desigualdade social e prisões de devedores na era vitoriana.
 
- Eu escolhi esse livro porque...
É um dos livros escolhidos para o meu Desafio pessoal.
 
- A leitura foi...
Por enquanto está sendo muito boa. Ainda conhecendo os personagens.

- O trecho do livro que merece destaque:
"Esta era a vida e a história da filha da Marshalsea  aos vinte e dois anos de idade. Com um silencioso apego ao triste pátio e bloco de casas como seu local de nascimento e lar, ela agora entrava e saía dali retraidamente, com a consciência já de mulher de que era apontada por todos. Desde que havia começado a trabalhar do outro lado dos muros, ela havia encontrado necessidade de omitir onde morava, e de ir e vir o mais secretamente possível ao circular pela cidade livre e cruzar os portões de ferro (portões cuja proteção ela jamais havia passado a noite). Sua timidez original havia aumentado com esta situação, e o seu passo leve e a sua pequena figura evitavam as ruas cheias." - pág. 75.
 
"Esta era a vida e a história da pequena Dorrit; indo agora para casa em uma noite nublada de setembro, observada a distância por Arthur Clennam, virando no final da Ponte de Londres, atravessando-a de volta, seguindo para a Igreja de São Jorge, voltando para trás repentinamente mais uma vez e entrando rapidamente pelo portão externo para o pequeno pátio da Marshalsea." - pág. 75.     



30 de março de 2026

D. Leopoldina - Paulo Rezzutti - Desafio Literário 2026

 

Tema: Livro com nome feminino no título
Título: D. Leopoldina
Autora do livro: Paulo Rezzutti
Editora: LeYa
Nº de páginas: 480
Ano de publicação no Brasil: 2022
Personagens: D. Leopoldina, D. Pedro I, D. João VI, D. Carlota Joaquina, Domitila, D. Maria da Glória, etc...
 
- Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
A capa amarela representando a Família Habsburgo (Família de D. Leopoldina).
 
- O livro é sobre...
A primeira imperatriz do Brasil, D. Leopoldina.
 
- Eu escolhi esse livro porque...
Já queria ler há algum tempo.
 
- A leitura foi...
Um aprendizado, desmistificando algumas coisas que nos "ensinam" na escola e aprendendo muito com a história não contada.

- O trecho do livro que merece destaque:
"Pedro, o Brasil está como um vulcão. Até no paço há revolucionários. Até oficiais das tropas são revolucionários. As Cortes Portuguesas ordenam vossa partida imediata, ameaçam-vos e humilham-vos. O Conselho de Estado aconselhava-vos para ficar. Meu coração de mulher e de esposa prevê desgraças, se partirmos agora para Lisboa. Sabemos bem o que tem sofrido nosso país. O rei e a rainha de Portugal não são mais reis, não governam mais, são governados pelo despotismo das Cortes que perseguem e humilham os soberanos a quem devem respeito. Chamberlain vos contará tudo o que sucede em Lisboa. O Brasil será em vossas mãos um grande país. O Brasil vos quer para seu monarca. Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele fará a sua separação. O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece. Ainda é tempo de ouvirdes o conselho de um sábio que conheceu todas as cortes da Europa, que além de vosso ministro fiel, é o maior de vossos amigos. Ouvi o conselho de vosso ministro, se não quiserdes ouvir o de vossa amiga. Pedro, o momento é o mais importante de vossa vida. Já dissestes aqui o que ireis fazer em São Paulo. Fazei, pois. Tereis o apoio do Brasil inteiro e, contra a vontade do povo brasileiro, os soldados portugueses que aqui estão nada podem fazer. Leopoldina". - pág. 239. 
 
 - Sobre o autor: Paulo Rezzutti é escritor e pesquisador paulista, autor da série de sucesso "A história não contada", com cinco livros publicados, dentre eles, D. Pedro: o homem revelado por cartas e documentos inéditos - vencedor do Prêmio Jabuti 2016, na categoria biografia - D. Leopoldina: a mulher que arquitetou a Independência do Brasil e D. Pedro II; o último imperador do Novo Mundo revelado por cartas e documentos inéditos. Recentemente publicou também O pássaro de fogo e outros contos de fadas russos, em que nos apresenta uma seleção de contos do rico folclore russo, Princesinhas e principezinhos do Brasil, o seu primeiro livro para crianças e Os últimos czares, o primeiro volume de sua nova série "Uma breve história não contada", que fala sobre a tragédia da família Romanov. (Informações retiradas da contracapa do livro).

22 de fevereiro de 2026

Um Certo Verão na Sicília, uma História de Amor - Marlena de Blasi - Desafio Literário 2026

 

 
Tema: Livro que se passe em um lugar que queira conhecer
Título: Um Certo Verão na Sicília, uma História de Amor
Autora do livro: Marlena de Blasi
Editora: Objetiva
Nº de páginas: 271
Ano de publicação no Brasil: 2009
Personagens: Tosca, Leo, Cósimo, Simona, Charlotte, Yolande, Pequena Mafalda, Ágata, etc...
 
- Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...
Uma construção antiga e ao redor muito verde 
 
- O livro é sobre...
Um relato de não-ficção que narra a viagem da jornalista americana e autora do livro, junto ao seu marido, ao interior da Sicília em 1995. O livro foca na descoberta misteriosa Villa Donafugatta e na história de amor de Tosca Brozzi, uma proprietária local, retratando costumes, sabores e tradições sicilianas.  
 
- Eu escolhi esse livro porque...
Já queria ler há algum tempo.
 
- A leitura foi...
 De muitas descobertas e conhecimentos.
 
 - O trecho do livro que merece destaque:
 "- Eu era uma figura pirandelliana, Chou. Uma personagem à procura de um autor. À procura de uma história. Acostumada à vida estabelecida no palácio, acostumada aos sinos e aos rituais, acostumada até mesmo a que Simona selecionasse minhas roupas, que Ágata tomasse conta delas e de mim. Em 15 anos, nunca escolhi minha própria comida, nunca soube o preço de nada. Nunca preparei meu próprio banho. Nem mesmo se sei, desde quando eu tinha 15 anos e compreendi que amava o príncipe, nem sei se alguma vez tive algum pensamento completo que não o incluísse. Quando eu era uma criança de 6 anos, órfã de mãe, sabia muito mais sobre a arte de sobreviver do que com 25 anos. Houve uma época que acreditei que Leo me transformara, de uma garota, em uma mulher; mas é bem possível que a verdade seja que ele me conservou criança, embora sem essa intenção. Ele me refinou, inspirou, educou e protegeu de tal forma que, sem a presença dele para me insuflar a vida, eu morri também. Uma personagem à procura de um autor." - pág. 210.
 
- A nota que dou para o livro:
4
 
- Sobre a autora: Marlena de Blasi é autora de três livros de memórias e duas obras sobre a cozinha da Itália. Já trabalhou como chef e consultora de cozinha e vinhos. Vive na Itália.  

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