6 de junho de 2018

Telêmaco Borba - Biografia

Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba nasceu no dia 15 de setembro de 1840 em Curitiba.  Era um dos doze filhos do Capitão Vicente Antônio Rodrigues Borba e da uruguaia Joana Hilária Morosini. Casou-se com Rita Marques do Amaral em 25 de dezembro de 1860. Deixou inúmeros descendentes, formando uma célebre família paranaense. Teve oito filhos: Luiza Borba, Martiniano Morosini Borba, Eusébio Borba, Rogério Morosini Borba, Eliza Borba, Joana Borba, Hermínia Borba, Maria Augusta Borba. Entre os seus descendentes ilustres estão Guataçara Borba Carneiro (neto), Hermínia Rolim Lupion (neta), Abelardo Lupion (trineto) e Túlio Vargas (bisneto). Foi autodidata, transformando-se no primeiro etnógrafo paranaense, e foi também mencionado como geólogo e paleontólogo pelo escritor Reinhard Maack. Aceitando uma vida perigosa e arriscada, decide complementar a tarefa missionária dos padres capuchinhos, e aos 23 anos é nomeado para dirigir o Aldeamento Indígena de São Pedro de Alcântara, iniciando suas atividades de sertanista. Permaneceu dez anos exercendo tal ofício. Em 1878, fundou o Toldo Indígena de Barreiro, no município de Reserva, tendo sido, no momento subsequente, nomeado como Diretor dos Índios no Amparo, município de Tibagi. Em 1882, escreve o Pequeno vocabulário das línguas Portuguesa Kaigangues ou Coroados acompanhado de outro Vocabulário das línguas Cayuguas e Chavantes, ambos publicados no Catálogo dos Objetos do Museu Paranaense, obras de real valia, que por notícias, até os dias atuais são as únicas existentes no gênero. Escreveu também Actualidade Indígena, um compêndio de informações indígenas, em 1908. Em 1883 publicou na Revista Sociedade de Geografia de Lisboa, o artigo Breve notícia sobre os Índios Caigangues, que foi reeditada em 1935, em Viena, na Revista Internacional de Etnologia e Linguistica Anthopos. Passou a externar seus pensamentos num pequeno semanário chamado O Tibagy, no ano de 1904, durante dois anos. Seus estudos levaram-no a sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico , Geográfico e Etnográfico Paranaense. Telêmaco Borba faleceu em 23 de novembro de 1918, no município paranaense de Tibagi. Várias homenagens à Telêmaco foram feitas: na ciência foi homenageado quando foi batizado com seu nome uma das espécies botânicas de sperifes - a sperifers borbae, que se encontra em todos os grandes museus do mundo. A Academia Paranaense de Letras, eleva Telêmaco Borba ao patronato de uma das suas 40 cadeiras, a cadeira de número 10. Em 1963 o então chamado distrito de Cidade Nova, emacipou-se do município de Tibagi e foi denominado Telêmaco Borba em homenagem ao coronel, que ainda era detentor do cetro e do título de líder e senhor do Vale do Tibagi. Diversos logradouros em vários municípios brasileiros em vários estados, receberam a denominação Telêmaco Borba, seja em homenagem ao próprio coronel ou então em homenagem indireta por menção ao município paranaense. Cidades como Curitiba e São Paulo possuem rua com esta\ denominação, além de municípios como Londrina, Colombo, Cambé, Joinville, Mogi-Guaçu, Feira de Santana e Camaragibe. Em Tibagi há ainda a Escola Telêmaco Borba, criada através de decreto governamental nº 720 como Grupo Escolar Telêmaco Borba em 18 de setembro de 1918, sendo a primeira unidade escolar do município.

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